Eu quero viver intensamente os 365 dias do ano
Muito antes do comercial do Itaú, eu já vinha pensando em
escrever um texto como este.
Infelizmente, o Itaú publicou antes de mim. Rsrsrs
Bom, o assunto que eu vou abordar hoje é sobre aquelas
pessoas que vivem apenas alguns dias do ano e não o ano inteiro. O que me
inspirou a escrever este texto foi a história de uma menina e bem, deixe-me
pensar em um pseudônimo do qual posso chamá-la... Maria! Vou chamá-la assim.
Conversando com Maria, ela me disse que estudava para
concursos, fazia faculdade e dava aula. Ela confessou que só se divertiu em
alguns finais de semana do ano de 2017, em que nestes, foi para a casa dos seus
avós que ficava em região de praia. Ela também revelou que mesmo quando estava
em seus momentos de diversão mergulhando na praia, em uma parada na sorveteria,
caminhando pela orla... os pensamentos dela eram completamente tomados pelos
seus afazeres e pendências.
Ela nunca estava ali por completo. Sempre achava
que deveria estar estudando, trabalhando, fazendo dinheiro, fazendo qualquer
outra coisa que não fosse vista como “uma perda de tempo”, que era como ela via
a diversão e a distração da própria mente.
Maria estava em tempo de ter um colapso mental de tão
cansada (na verdade, fadigada), sobrecarregada, atrasada (na concepção dela
diante dos muitos assuntos que deveria estudar), decepcionada e desolada. E no final, quem teve
um colapso fui eu ao perceber que essa é a realidade de muitos jovens e que já
tinha sido a minha também. E logo pensei em escrever um texto sobre isso.
Eu não fiz promessas para este ano de 2018, mas se tem uma
coisa que eu quero é continuar aprendendo a estar por inteiro, de corpo, alma e
coração onde eu estiver.
Maria não estava sabendo respeitar os limites de sua mente e
não estava vivendo de fato. E até nos dias que ela achou que viveu, ela não
viveu. Existem muitos jovens vivendo apenas 10 dias do ano ou menos que isso.
Existem muitos jovens esquecendo-se de fazer uma coisa ainda mais importante
(para o corpo, para a mente e para a alma) do que se esforçar, que é RELAXAR.
Não estou incentivando ninguém a ser preguiçoso, sem perspectiva
e desocupado. Não é isso. Apenas quero que saibam que não se pode (e nem deve)
ficar ligado no 220 o tempo todo.
Estar numa praia aproveitando de fato a praia, com os
pensamentos ali, curtindo o sol, a areia, o mar e o canto dos pássaros, é uma
ação que exige de nós uma maturidade absurda. Exige maturidade demais saber a
hora de parar, saber quando se deve “jogar tudo pro alto” (no bom e no melhor sentido
da expressão) e ir se divertir.
Psicólogos afirmam que este “break” (quebra, pausa) é de
suma importância para a mente, afinal é neste período que todas as coisas que
foram aprendidas e absorvidas são fixadas e eternizadas inconscientemente em nossa
memória.
Eu não sei se a Maria vai ler isso, mas meu desejo é que
Maria, eu e vocês guardemos essas palavras em nossos corações e não deixemos
que essa realidade seja a nossa.
Eu quero viver intensamente os 365 dias do ano.
“No sétimo dia, Deus já
havia terminado a obra que determinara; nesse dia descansou de todo o trabalho
que havia realizado.” ( Gênesis 2:2)
- Brígida Gabriela V. de Carvalho
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