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Seguir
Verbo pequeno 
Porém tão complicado 
Se hoje sigo algo ou alguém 
Aos que me assistem 
Posso até causar um estrago 

Pois não é apenas seguir 
É que daquilo que o seguido prega 
Eu jamais devo fugir 
Se desvio aqui ou ali 
É falso todo passo 
Do meu seguir 

Todo extremismo é vedado 
Mas quando falo de Ti
De meus conceitos me desarmo 
Só lembro do que causa afago 
E da paz em apenas seguir

Seguir-Te não pelo título 
De seguidor que recebi 
É por precisar diariamente 
E de maneira incessante
Do alimento  
Que só encontrei em Ti

Sigo não por seguir
Sigo por precisar 
E precisar cada dia mais do Teu fluir
Pois assim como as plantas 
Seguem o sol
Eu sigo a Ti 

- Brígida G. V. Carvalho 
Foto: @brigidagabrielavieira

Brasil
de metades
de vaidades
de covardes
de alardes
de barbaridades e
de atrocidades

País que com um
sangue infiel
mancha a cada dia
o papel,
a alegria
e a história
de um país
sujo,
corrupto,
cruel
e longe de 
qualquer vanglória

Onde mora a glória?
Onde será que está a paz?
nunca nem a vi
e parece que
não irei vê-la jamais

Quando é que
poderemos
ser iguais,
termos liberdade,
respeito,
e igualdade de direitos?

Quando é que
não teremos lados?
e olharemos
para cima,
para baixo
e ao redor,
do maior
para o menor
e do menor
para o maior?

Estamos cansados
de tamanha dor
e de carregar
o peso de
ombros pesados
pela falta de amor

Moramos em um
país em que o
ódio
está no pódio

Caminhamos
um passo para a frente
e voltamos
sete passos para trás,
mas quem sete vezes cai
oito se levanta

Ainda existe esperança?
Ainda há uma saída?
luto pela vida
e luto pela paz

Luto
talvez porque
já morreram
ou talvez porque
vale lutar
uma vez mais

Abaixe suas armas
e erga a sua voz,
você está entre
os caídos,
perdidos
e sem rumo
ou vai
levantar-se
junto a nós?

Tudo é,
tudo foi,
e tudo 
sempre será
sobre empatia

Espero
do mais profundo
da alma
que ela não seja 
uma utopia
e que venha 
a ser eleita pelo Brasil 
um dia.

- Amanda Trevisani

Eu costumava ser o seu tudo,
hoje sou o seu nada.

Eu te amava!
Hoje caminhando sob a lua estrelada,
vi que brilhava muito mais.

Nem mais
nem menos.
Caminhei passos pequenos
para então me encontrar.

Não preciso mais ser seu lar.
Hoje sei me habitar,
sei onde trilhar,
sei onde brilhar.

Vejo um novo céu e
procurei o teu olhar.

No entanto, lembrei que
olhos passados
estão mergulhados
no mais profundo mar.

Do esquecimento.
Gritei por relento,
você não estava lá.
Lamento, hoje eu é que estou
do lado de cá.

Espero que vá e
não volte.
Frente a frente,
solte nossas correntes e
saia da minha mente.

Me liberto,
sou alguém certo de que deixou a coisa errada finalmente
ir embora.

Por hora, apaguei
à mercê.
Agora, me encontrei
sem você.

Se olhar para o alto
e um brilho enxergar,
sou eu
sou véu
sou céu.

Só não sou seu.

- Amanda Trevisani

Confesso: nunca fui fã de contradições, ainda mais vindas de minha parte. Nunca as admirei, até agora. Hoje, eu só queria me contradizer.


Queria ser como o inverno que te congela no tempo. Mas queria ser como o verão que te queima.
Queria ser como o fogo que começa o teu incêndio. Mas queria ser como a chuva que o apaga. 
Queria ser como a água que mata a tua sede. Mas queria ser como o deserto que te deixa a desejá-la.
Queria ser como a luz que te acende. Mas queria ser como a escuridão que te cega.
Queria ser como o cigarro que põe entre os lábios. Mas queria ser como a nicotina que te mata.

O fato é que todas as situações dependem umas das outras. Nossa história não seria diferente, afinal, assim como eu preciso do teu caos, você precisa da minha calmaria.

O inverno congela, o verão queima.
A água é fundamental para a sobrevivência no deserto.
A luz ilumina a escuridão.
A nicotina presente em um cigarro pode levar a morte.

Eu que insisto em não fumar, hoje queria te tragar e respirar a fumaça de teus desejos.

Nós sabemos dos riscos. Sabemos que o cigarro pode matar e sabemos que pular de uma ponte também.

Hoje, nós pulamos de uma ponte com uma das mãos entrelaçadas e a outra com um cigarro entre os dedos. Nós sabemos o que poderia vir a acontecer, mas encaramos e assumimos os riscos.

Hoje, nós nos contradissemos. 
Mas falamos a mesma língua.

- Amanda Trevisani

Sim, o amor próprio diz muito sobre você, mulher. Mas muito além disso, ele pode também falar por você. Amar-se é essencial. Afinal, a maneira como nos amamos é a maneira que ensinamos o próximo a nos amar. 

Conhecer a si mesma, entender seus desejos, analisar as suas falhas e buscar a sua própria evolução são os pilares para começar a amar-se um pouco mais. E claro, jamais aceitar menos do que você merece. Quando entendemos o nosso real valor, não aceitamos migalhas. Aceitamos apenas o que vem por inteiro.

Acreditar. Devemos começar a acreditar que o nosso passado já não mais nos pertence. O presente, no entanto, está em nossas mãos. O que passou, passou. Ao menos, cada ferida te moldou e mudou. Podemos mudar o presente e esperar um futuro muito melhor. Não sabemos o que o amanhã trará, mas podemos aprender hoje a sermos versões melhores de nós mesmas a cada dia.

Somos capazes se acreditarmos que somos. Deixe de lado o ideal de comparação. Se for para se comparar, que seja apenas com você mesma. Toda mulher possui as suas peculiaridades e cada uma dessas peculiaridades não diminui, ou anula, nem as minhas e nem as suas. 

Empoderar-se não significa ser melhor do que o próximo. Empoderar-se é compreender que mesmo em um mundo tão grande, podemos deixar a nossa marca e o nosso legado. E assim como o universo, grandes são as nossas ideias, gigantes são os nossos sonhos e imensa é a vontade de realizar cada um deles. 

Por isso, empodere-se, erga a cabeça e ecoe o som de sua voz. Juntas somos mais fortes. Juntas corremos mais longe. Juntas fazemos história. Lado a lado somos muito melhores. 

- Amanda Trevisani

Encontro-me em uma estrada sem direção.

Desta vez, decidi assumir o volante e controlar o trajeto, mas nada sei sobre o futuro. Não sei para onde ele pretende me levar e também não tenho interesse em voltar ao passado. Este já provocou diversos acidentes em trajetos anteriores. 

Mesmo sem saber para onde vou, aprecio o caminho. Cada detalhe desta incrível viagem é essencial para que chegue o destino final. Porém, equívoco seria se dissesse que não tenho medo de não saber para onde vou. Tenho medo. Afinal, sou vulnerável, mas só me permito perder, se for para me encontrar. 

Nesta viagem, não tive horário de partida e também não tenho horário de chegada. Sigo em frente e sem olhar para trás. Talvez, a estrada não seja, de fato, sem direção. Talvez ela tenha apenas uma: seguir adiante. 

Pois inteligente não é aquele que não sabe para onde ir, mas aquele que sabe para onde não deve voltar.

- Amanda Trevisani

Vivemos momentos, curtimos o presente. Como deveria ser.
É largar o celular e suas excessivas notificações para deixar você ser a única mensagem a ser lida. Mas sempre rolam fotos. Ainda bem.

Os nossos momentos passam. Por mais que criemos novos, eles sempre passam.
Ter nossas fotos não é me prender no passado, mas é ter a chance de sempre observar um detalhe a mais. Desde de o momento que tiro, que cuido de cada ângulo e demoro pra tirar a foto só pra observar tudo além da tela do celular. Cenário, fundo, você. Tudo vira memória. E que belas memórias.

São as fotos que nos reconfortam na noite quando a cabeça bate no travesseiro e a mente vai longe. É achar nas fotos a ponte necessária pra lembrar dos melhores detalhes, reparar em um olhar que perdemos ou lembrar de um perfume maravilhoso.
É a chance de se emocionar sozinho ou compartilhar com outro.
É pretexto para perder o olhar na imagem enquanto sons, vozes, risadas, sensações da textura da pele alheia no toque durante a conversa invadem nossa cabeça. Fica difícil dormir com tanta coisa na cabeça. Mas quem disse que dá vontade de dormir? A vontade de reviver cada momento é maior do que qualquer sono.

Seja em um quadro metálico, de cortiça, no plano de fundo do celular ou escondida lá no fundo da galeria (e do coração), nós gostamos de saber que de alguma forma guardamos de forma muito mais completa uma parte boa de cada momento. Por mais estáticas que elas sejam, as memórias são fluidas e muito bem vivas.

Fotos são a segurança de ter os momentos salvos além da nossa falha memória. Mesmo que, por vezes, elas se tornem memórias tristes, que preferiríamos que nunca tivessem existido, elas serão memórias dos bons momentos, por mais dolorosos que sejam agora.
E nelas reside a esperança de que, tão como bons momentos existiram e alí ficaram registrados, outros virão e assim serão.

Por mais vivas e únicas que as memórias estejam dentro de nós, afinal, assim como o olhar para uma fotografia, cada um constrói na memória o momento de forma única, serão sempre as fotos as testemunhas de cada trecho de nossa vida.
Por isso viva e registre. Não perca a chance de registrar quando viver, afinal, a vida é curta.
Viva a vida e diga "x".



Stephen S. M.

Muito antes do comercial do Itaú, eu já vinha pensando em escrever um texto como este.
Infelizmente, o Itaú publicou antes de mim. Rsrsrs

Bom, o assunto que eu vou abordar hoje é sobre aquelas pessoas que vivem apenas alguns dias do ano e não o ano inteiro. O que me inspirou a escrever este texto foi a história de uma menina e bem, deixe-me pensar em um pseudônimo do qual posso chamá-la... Maria! Vou chamá-la assim.

Conversando com Maria, ela me disse que estudava para concursos, fazia faculdade e dava aula. Ela confessou que só se divertiu em alguns finais de semana do ano de 2017, em que nestes, foi para a casa dos seus avós que ficava em região de praia. Ela também revelou que mesmo quando estava em seus momentos de diversão mergulhando na praia, em uma parada na sorveteria, caminhando pela orla... os pensamentos dela eram completamente tomados pelos seus afazeres e pendências. 

Ela nunca estava ali por completo. Sempre achava que deveria estar estudando, trabalhando, fazendo dinheiro, fazendo qualquer outra coisa que não fosse vista como “uma perda de tempo”, que era como ela via a diversão e a distração da própria mente.

Maria estava em tempo de ter um colapso mental de tão cansada (na verdade, fadigada), sobrecarregada, atrasada (na concepção dela diante dos muitos assuntos que deveria estudar), decepcionada e desolada. E no final, quem teve um colapso fui eu ao perceber que essa é a realidade de muitos jovens e que já tinha sido a minha também. E logo pensei em escrever um texto sobre isso.

Eu não fiz promessas para este ano de 2018, mas se tem uma coisa que eu quero é continuar aprendendo a estar por inteiro, de corpo, alma e coração onde eu estiver.

Maria não estava sabendo respeitar os limites de sua mente e não estava vivendo de fato. E até nos dias que ela achou que viveu, ela não viveu. Existem muitos jovens vivendo apenas 10 dias do ano ou menos que isso. Existem muitos jovens esquecendo-se de fazer uma coisa ainda mais importante (para o corpo, para a mente e para a alma) do que se esforçar, que é RELAXAR.

Não estou incentivando ninguém a ser preguiçoso, sem perspectiva e desocupado. Não é isso. Apenas quero que saibam que não se pode (e nem deve) ficar ligado no 220 o tempo todo.

Estar numa praia aproveitando de fato a praia, com os pensamentos ali, curtindo o sol, a areia, o mar e o canto dos pássaros, é uma ação que exige de nós uma maturidade absurda. Exige maturidade demais saber a hora de parar, saber quando se deve “jogar tudo pro alto” (no bom e no melhor sentido da expressão) e ir se divertir.

Psicólogos afirmam que este “break” (quebra, pausa) é de suma importância para a mente, afinal é neste período que todas as coisas que foram aprendidas e absorvidas são fixadas e eternizadas inconscientemente em nossa memória.

Eu não sei se a Maria vai ler isso, mas meu desejo é que Maria, eu e vocês guardemos essas palavras em nossos corações e não deixemos que essa realidade seja a nossa.

Eu quero viver intensamente os 365 dias do ano.

“No sétimo dia, Deus já havia terminado a obra que determinara; nesse dia descansou de todo o trabalho que havia realizado.” ( Gênesis 2:2)


- Brígida Gabriela V. de Carvalho

Recentemente, ela se mudou. 
Para a casa de seus avós. Enquanto decorava seu quarto, várias vezes pensava: E se minha avó não gostar disso aqui? Será que ela vai deixar eu fazer isso aqui?

Por saber que a casa não era de fato dela, pensou primeiro no respeito. Pois bem, sem pensar por muito mais tempo, decorou o que queria da maneira que queria. Afinal, a casa podia até não ser dela, mas o quarto era.

Um pouco depois, falou para a avó que talvez ela não gostasse do que tinha feito no quarto. A resposta da avó para a neta, foi a mais inesperada: 
O quarto é seu. Eu posso até opinar, mas ele é seu. Se for assim, eu tiro a sua liberdade. Óbvio, se você for colocar um penico na parede, talvez eu fale "olha, isso não é legal não." Mas, o quarto é seu.

E dessa história, veio uma dose de por ques na mente dela.
Por que é que com a vida não podia ser assim?
Por que é que ela não podia fazer o que bem entendesse?
Por que é que não tinha liberdade?
Por que é que não podia ser quem queria ser?
Por que é que tentavam viver a sua vida?

Ela resolveu viver para alcançar este almejo.
"A vida é sua. Eu posso até opinar, mas é sua. Se for assim, eu tiro a sua liberdade. Óbvio, se você for fazer alguma merda, talvez eu fale "olha, isso não é legal não. Mas, a vida é sua.”

Recentemente, ela se mudou.
Para a casa de si mesma.

Por respeito, ela também já deixou de viver. Já hoje, ela sabe que a casa de seu corpo é de ninguém menos que ela. E a vida também.

- Amanda Trevisani

Tudo que ela precisa é não ser rotulada
Não ser taxada de revoltada
Ou de mudada

Tudo que ela precisa é sair desse impasse
Alguém que a enlace
E a entrelace

Tudo que ela precisa é de um abraço
Num embaraço
Do laço do coração

Tudo que ela precisa é da sensação de alívio
Da alma
Uma paz que traga calma

Tudo que ela precisa é que a tristeza
Largue dessa proeza
Ou destreza de permanecer

Tudo que ela precisa é sair do fundo do poço
Avistar o novo
E almejar um renovo

Tudo que ela precisa é que não tentem a mudar
Mas procurem a aceitar
E a amar.

- Amanda Trevisani





Balas 
Pirulito
Pirraça  
A brincadeira não acaba 
Não importa o tempo 
Que faça 
Bola
Boneca 
Peão 
No mesmo minuto
Eu era o perdedor
E o campeão 

Bolinho de chuva 
Churros 
Jujuba 
Como era bom o tempo 
Que para levantar de um tombo 
Eu não precisava de ajuda 

Sacudia a poeira 
E corria 
Quando ouvia 
O som da pipoqueira 
Pipa
Bicicleta 
Latinhas 
A preocupação
Com o amanhã 
Eu ainda não tinha 

Por quanto tempo eu dormi?
Parece que quando criança 
Eu sabia bem mais 
Desta terra aqui
Do que hoje
Depois que cresci

Pique-esconde
Queimado 
Carrossel 
E pra garganta melhorar 
Era só tomar 
Limão com mel 
E na ciranda 
Eu era o inocente e o réu

Com um piscar de olhos 
Eu sabia quem era o detetive
O vilão e o delegado 
E hoje não reconheço os amigos
Falsificados
Que estão do meu lado 

Manga com leite 
Menino, nem pensar 
Isso vai te matar!
Mas tudo que a gente queria 
Era experimentar 
Nada a gente temia 
Nem a morte nem a vida 
Viver era melhor do que imaginar 

Hoje queremos a vida abundante 
Buscamos a felicidade constante 
Mas mal sabemos 
Que um dia
Esta já vivemos 

E nessa extrema constância
Ignoramos a abundância 
Do sonhar e do amar 
Sem ter que pagar fiança 
Para aqueles que esqueceram 
O que é brincar 

Desenho animado 
Algodão doce 
Bolo com granulado 
A gente vivia o hoje 
Sem chorar com o passado 

Chuva de confete 
Balão de balas
Apito 
E estrela cadente 
A gente pintava o sete
Com as cores do arco-íris 

Criávamos um mundo 
Com emborrachado 
E depois que chovia 
Dançávamos no molhado 

Bonecos de massinha
Brincávamos de casinha 
E fazíamos desenhos 
Com canetinha 

Bolinha de gude
A gente comia quebra-queixo
E amava o grude
Andávamos de bicicleta
Meio sem jeito
E nos achávamos os reis
Do açude

Sonhos de purpurina 
Sem guerras
Sem brigas 
A gente amava a adrenalina 

O que aconteceu com a geração 
Da fantasia? 
Será que está cega com a política?
Será que prefere se preocupar 
Com o dinheiro?
Será que está distraída 
Querendo ganhar o mundo inteiro?

Eu não posso perder a magia 
De viver dia após dia 
Toda a alegria
Que desde cedo  
Do meu peito irradia 

Quero ser eternamente criança 
E nunca perder 
A esperança 
De viver 
E da verossimilhança 
Fazer questão de esquecer


Texto por: Brígida Gabriela
Foto por: Vanessa Amaral

Vivemos a vida querendo crescer, e quando crescemos, gostaríamos de voltar no tempo. A vida adulta traz responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. É uma corrida contra o tempo.

E quando digo vida adulta, nem sempre falo da vida de alguém já adulto. A vida ensina a lidar com a vida adulta, muitas vezes, antes mesmo de se tornar um.
Vivemos a vida na eterna ansiedade para a maioridade. Acontece que, após ela, nada muda, como esperávamos que de fato, mudasse. Aliás, a maioridade só traz consigo mais responsabilidades.

Quando a atingimos, continuamos querendo mais e mais. E desta vez, almejamos a liberdade. Liberdade esta, que raramente temos. Assim como, a independência.
Por falta de liberdade e independência, optamos pela adrenalina. E é nesta fase, que vivemos com emoção. É nesta fase que mais aprendemos. É nesta fase que caímos diversas vezes, mas, nos obrigamos a levantar.
Não temos a liberdade e independência que gostaríamos, mas, as criamos e as vivemos da maneira que se dá, intensamente.

Talvez, você seja mais velho ou mais novo do que quem aqui escreve. Não me importo.
Já te adianto: sou uma mulher à procura da independência e liberdade.
Quando se é dito mulher, logo se pensa em alguma mulher, de fato, adulta. Pois, irei deixar você imaginar. Gosto da surpresa, mas, não preciso e nem quero, provar-te o meu intelecto.
É ele que me faz mulher.
E é ele que talvez te faça um menino, mesmo, sendo um homem.

- Amanda Trevisani

Ei menina, não importa o que você passou
O que passou, passou
Diga, “hoje, sou o que sou”
Aqui de longe, posso crer
O quão incrível você é e pode ser
Não preciso te olhar
Para saber que o amor é o que vai te curar
Aqui de longe, posso te abraçar
Por meio de minhas palavras, de mim você perto estará
Ei menina, não importa o que você chorou
Não importa quantas dores carrega ou carregou
Diga, “hoje, renovada estou”
Hoje, posso ser quem sou
Aqui de longe, posso afirmar
Meu amor por você é maior do que você pode imaginar
Menina, eu posso te amar
Mas meu desejo é fazer você se aceitar
E se amar
Ei menina, você é mais mulher do que menina
Grande ou pequenina
O mundo está a te esperar
Basta se doar
E recomeçar.


- Amanda Trevisani


Eu tive medo de arriscar e hoje me arrependo profundamente. Penso em como as coisas poderiam ter sido, estar sendo e ser daqui pra frente, somente se eu tivesse dito um sim pra você.
Não faltou amor. Faltou coragem. E dessa coragem que te falo, hoje tenho de sobra. A falta de coragem foi de um menino que, não sabia nem o que iria fazer no dia seguinte. Mas, a ousadia com a qual te escrevo, é de alguém que sabe o que quer.
Sinto sua falta e te digo que não queria falhar contigo.

Talvez, você não tivesse ido embora. Talvez, você não tivesse se mudado de Estado. E talvez, você não tivesse fumado tantos cigarros com a desculpa de um coração partido. Culpado eu.

E de réu, virei um desesperado que, em prantos chora na frente do grande juiz, implorando por somente mais uma chance contigo. A vida talvez, devesse ser um open bar de segundas chances. Afinal, molecagem é uma fase e passa. A minha em relação a você, passou. Ficou o mesmo sentimento puro e simples: uma admiração profunda que pode virar amor. Basta a alavanca ser puxada por você.

Fiquei sabendo que você voltou pra cá. Coração mexeu e por isso te escrevo. 
Tem segunda chance pra nós?

Afinal, já cansei de deitar no travesseiro e em meus sonhos imaginar 1001 maneiras dessa história ter acontecido de forma diferente. Minha cabeça tá quente e já virou febre de tanto eu querer voltar no tempo. E ter dito sim.


Lucas Iensen

Relato de um jovem, diretamente da prisão.


“Não tente me prender. Eu nasci para ser livre.
Não tente compreender minha liberdade. Ela nasceu para ser diferente da sua.
Não tente entender o conceito de certo e errado. O meu conceito, certamente, é diferente do seu. Pois, cada um decide o que é certo e errado, pelo que se vive. E cada um, vive da forma que se quer. 
Não tente me aprisionar no seu modo de viver. Eu vivo o meu próprio.
Quanto mais sou preso, mais livre quero ser.
Os crimes que cometi para estar nesta prisão não são de fato, crimes. Mas, para quem me prendeu, são. Novamente, repito: não tente entender o conceito de certo e errado.
Quanto mais me prendem, mais quero me livrar das correntes.
Acham que me acorrentam para o meu bem, mas, me acorrentam para minha própria rebeldia.
Ora, se eu respeito o seu pensamento, por que é que me prendes na falta de respeito do seu?
Nos foi dada a capacidade de escolha. Eu escolhi ser livre, mesmo na prisão. Afinal, vivo numa cela mesmo sem estar dentro da prisão.
A liberdade incomoda. Minha capacidade de escolher não querer viver o mesmo que você, incomoda.
Assim, como o gatilho de tua ignorância, minha arma continuará sendo a mesma: incomodar com minha luta pela liberdade.
Não me prenda, pois, eu vou me soltar. Da vida vou gostar. Vou correr, crescer e ser. Ser o que sonhei. E sonhei com o ato de viver.
Você acha que me prende. Mas, minha pena está chegando ao fim. É questão de tempo.
No momento, me entristeço. Mas, logo me alegrarei. Sei que o fim está próximo e o começo da vida, mais próximo ainda.
Já por você, eu lamento. Pois, enquanto eu viverei, você morrerá algemado na prisão de sua própria mente acorrentada. 
E em realidade, o preso aqui não sou eu. É você.”


Seria o mundo diferente se pensássemos um pouco mais em nosso próximo do que em nosso próprio nariz?
Seria o mundo diferente se olhássemos uns para os outros sem olhar de julgamento, mas sim com olhar de amor?
Seria o mundo diferente se fizéssemos o que fazemos com a intenção de apenas doar e não de receber algo em troca?
Seria o mundo diferente se os atentados ocorridos no mundo fossem explosões de amor?
Seria o mundo diferente se a única religião fosse o amor?
A religião separa. A religião destrói. A religião não é sinônimo de amor.
Particularmente, não gosto da palavra religião.
Qualquer que seja a religião, te faz julgar o próximo que pensa diferente de você. Te faz julgar o próximo que não prega o mesmo que você. Te faz até matar o próximo que não vive o mesmo que você.
Que tipo de religião é essa?
Que tipo de religião é essa que cria prisioneiros? Que tipo de religião é essa que não aceita a liberdade do próximo?
Que tipo de mundo é esse que não podemos viver o que nós queremos viver e sim o que o outro impõe que somos obrigados a viver?
Se você quer pregar o que você acredita, use o amor. Respeite o tempo das pessoas. Com certeza, você levou tempo a crer no que crê e a viver o que vive. O tempo das pessoas é diferente. A cabeça das pessoas é diferente. O livre arbítrio das pessoas é diferente. E a decisão de acreditar ou não em algo, ser ou não ser algo, também é diferente.
Precisamos aceitar e encarar as diferenças.
Seria o mundo diferente se conseguíssemos viver em paz uns com os outros?
Seria o mundo diferente se nos uníssemos pelo amor?
Seria o mundo diferente se o amor imperasse?
A única religião que une, que constrói e que é sinônimo de amor, é a religião do próprio amor.
Na próxima vez que te perguntarem “Qual a sua religião?”, responda “Eu acredito no amor”.
Vivamos o amor. E que esta religião seja a única que saibamos ser fanáticos. 

Precisamos falar sobre a perfeição.
Inúmeras vezes desde que me conheço por gente, sonhei com um relacionamento perfeito. Daqueles clichês que a gente vê nos filmes, sabe? Já cheguei a cogitar a ideia de derrubar meus livros de propósito, só pra ver se o destino me jogava um príncipe encantado. Só me esqueci de que filmes duram apenas duas horas e que a vida é muito mais que isso. Sinceramente, perfeição é a coisa mais chata do mundo. Acabei descobrindo isso com o tempo. 
Como cobrar que alguém ande nos trilhos o tempo todo, se a gente vive pisando fora deles?
Já tive relacionamentos que eram aparentemente perfeitos e, quando resolvi terminar, minhas amigas me chamaram de louca. E se ser louca é viver intensamente, eu aceito tal condição. Sou louca mesmo, doidinha de pedra.
Jamais aceitaria viver algo que não me faz feliz só porque está cômodo. Conheço várias pessoas que são assim, que se der pra ir levando, tudo bem. E eu juro que não consigo entendê-las. A graça da vida está em se arriscar. Olhar pro penhasco e pensar que pular dali pode ser divertido (metaforicamente, por favor). Eu sou assim, intensa em qualquer área da minha vida. 
Posso conseguir o trabalho mais incrível do mundo e pedir demissão no outro dia, por achar que incrível não é o suficiente pra mim. Quero sempre mais.
Eu acredito, de verdade, que não existe graça nenhuma em se viver sem um friozinho na barriga. 
Se um dia eu encontrar meu príncipe encantado, vou rir na cara dele e dizer que conto de fadas é um saco. Porque é mesmo. Não quero saber de felizes para sempre. Aliás, esse tal para sempre nem existe. Eu quero ser feliz no meio disso tudo, nas aventuras e desventuras que estão aqui, agora. 
Se a gente deixa de viver intensamente, os anos passam e a gente nem vê. As coisas ficam apenas no papel. E quando a gente se dá conta, já passou. E já é tarde demais.
Eu quero olhar pra trás e perceber que eu vivi, que agarrei toda oportunidade que achasse valer a pena, mesmo que talvez não valesse tanto assim. No final, tudo vale a pena.
Eu sei que dá medo, mas a gente precisa se deixar levar pelos caminhos tortos. Afinal, você sabe, andar na linha é a coisa mais chata que existe.


As vezes a gente precisa tomar decisões. Difíceis, sim. Daquelas que dão nó na garganta só de pensar. A gente sente um vazio e aí, é a hora de tomar uma decisão. Difícil muitas vezes, repito. Mas que precisam ser tomadas.
Não adianta fazer um café e fingir que está tudo bem. A mudança no caminho é inadiável. Vai doer, vai dilacerar e ainda vão te chamar de louco. E daí? Louco é quem se priva de viver. Chega uma hora que o incompleto nos sufoca. E dói aceitar que não dá mais. Que o sentimento de agora não é o mesmo de antes e que as borboletas foram sufocadas no estômago.
Não é fácil ser a pessoa que vai embora. A gente pensa, repensa e se esgota. Dedicamos nossos dias à espera de um milagre para um relacionamento que já acabou há muito tempo. Ficamos horas em frente ao espelho ensaiando o inevitável adeus. Será que é isso mesmo? A gente empurra com a barriga, tampa um buraco aqui, se engana acolá… E vamos tampando o sol com a peneira. Até a hora em que esse aglomerado de incertezas explode. Não quero mais, acabou. É hora de fazer as malas. E a gente chora, esperneia e tenta botar na cabeça que tudo vai ficar bem. Vai sim, claro que vai.
Dar adeus é doloroso demais, mesmo que a decisão tenha partido de você. Aperta o coração ver um sentimento antes tão grande, se esvaindo assim. Mas, acontece. Pessoas mudam o tempo todo e é impossível controlar. Precisamos mudar a rota e escrever uma nova página. Mudar, já que o que passou já deu o que tinha que dar. Acabou. The end. A gente tem que se jogar no que vem pela frente, sem ter ideia do que vai acontecer. Amanhã é outro dia e o sol vai voltar a brilhar. Ou, vamos aprender a dançar na chuva.
Acabou, é só fechar as malas e virar a esquina. Eu juro, é muito melhor viver o incerto, do que insistir no incompleto.
Trilha sonora: 
Jota Quest - Mais uma vez
Zimbra - Festival de ilusão

Vejo regularmente relacionamentos irem por água abaixo. E me pego pensando: faltou liberdade a dois.
Não deposite sua felicidade em ninguém. E não deixe ninguém depositar a felicidade em você. Nós somos falhos e viver de expectativas corrói.
Antes de pular de cabeça em um relacionamento, é preciso estar bem consigo mesmo. Seja feliz, independente de qualquer pessoa e procure alguém que não precise de você para ser feliz. Quando você estiver bem consigo mesmo, você terá capacidade de fazer outra pessoa feliz. Seja feliz no singular e então você conseguirá ser feliz no plural.
Aceitar uma pessoa da forma como ela é e procurar ajudá-la a evoluir são coisas diferentes, não confunda. Você pode muito bem aceitar uma pessoa como ela é mas ajudá-la a melhorar.
Jamais mude por alguém. Se você precisa mudar por alguém, corra. Fique com alguém que te aceite como você é, da cabeça ao pé.
Seja completo e ache alguém completo. Ninguém completa ninguém, mas sim, transborda.
Não pense que por duas pessoas estarem juntas, se tornarão uma só pessoa. De modo nenhum. Cada um possui a sua individualidade, vivendo-a juntos.
Poder ser você mesmo, sem as cordas da vergonha, do passado e da aceitação, é o que todos procuram.
Poder ter amizade, amor, cumplicidade e liberdade em uma mesma pessoa, é o que todos procuram.
Todos procuram mas poucos acham.
Liberdade de ser você. Liberdade de sorrir. Liberdade de ter segurança. Liberdade de ter paz. Liberdade de confiar. Liberdade de amar. Liberdade de ser refúgio e encontrar refúgio.
Liberdade sem medo, sem moderação e sem prisão.
Quando duas pessoas livres, escolhem viver a liberdade juntos... isso é liberdade a dois.
Se prenda a liberdade de um amor livre de amarras. Meu desejo é que esta seja a única prisão que você aceite se prender. 

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Assim como você, sofremos com os dramas que a vida nos trás. Sejam eles dentro de relacionamentos, dentro de trabalho, dentro de faculdade... A vida é no entanto, meio dramática mesmo.
Escrever é observar os pequenos detalhes que podem tornar este drama, um clássico com premiação de tapete vermelho.

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