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Já te dei tanto sinal, que tô quase abrindo uma escola de idiomas pra ver se você fala meu dialeto.
Todas as minhas palavras tem significados nas entrelinhas e nessas linhas tentei deixar claro que eu talvez esteja gostando de você.
Mas sabe, não pela aparência.
Embora seus olhos me hipnotizem por inteiro, de cabeça a baixo, eu às vezes até acho que você deveria estudar meu idioma só pra saber que em cada linha te descrevo.
Sem preço.
Não irei cobrar aula nenhuma. Mas bem que queria te cobrar mais atenção nessa lição.
Sei que meu dialeto é confuso.
Falo amor.
Amor não caiu em desuso.
Poucos o falam, mas procuro manter a linguagem viva. Hoje sou teu amigo.
Viva comigo.
Muitas vezes não tem tradução.
Afinal, muitas coisas são interpretadas pelo contexto e nesse texto já deixei bem claro que dividiria minhas passagens aéreas com você.
Tem verbos que só existem no meu dialeto. Você sabe que bem lá no fundo eu tô certo. Mas, para conhecer esses verbos, tu precisa se afundar. Colocar a cabeça nos filmes e nas playlists que eu escuto e ver que em cada detalhe, trago um pouquinho do meu idioma.
Eu sei que a lista é grande, mas não precisa entrar em coma.
Vejo todas essas aulas novamente com você.
Do u speak me?
Lucas Iensen
Twitter: @lucasgiensen
Instagram: @lucasiensen @umpoetacuritibano
Facebook: fb.com/lucas.iensen


Adoro quando nossos corpos se entrelaçam em uma coreografia sem música. Te puxo pra perto, um sorriso entre os beijos e nesses pequenos segundos em que abro os olhos, fico perseguindo pelo seu corpo, suas constelações.
Pequenas estrelas pretas espalhadas por toda sua pele. Nem acredito em astrologia, mas sei que essas suas constelações não são meras pintinhas jogadas nesse universo particular, que tenho o enorme privilégio de conhecer.
A cada beijo mais intenso, conheço e me esqueço de cada uma delas – só para poder conhecer novamente.
É difícil não gostar de todas.
Não sei te dizer qual é a minha estrela favorita.
Lucas Iensen
Twitter: @lucasgiensen
Instagram: @lucasiensen @umpoetacuritibano
Facebook: fb.com/lucas.iensen


Demorei muito tempo pra aprender a falar à sua língua.
Talvez até por isso, deixei de te conhecer antes.
Tinha medo de chegar
não saber me virar
mal saber falar
passar fome
não saber pronunciar nem meu nome.
Embora eu não tenha gostado
e até mesmo tenha me feito sofrer
o tempo de curso ajudou.
Sofri.
Sofri abalos psicológicos e mentais.
As provas aos quais fui submetido me tornaram um homem mais preparado.
Se eu tivesse vindo antes do curso, não sei se teria sido bom. Afinal, eu não conhecia a sua cultura.
Era um guri cabeça dura.
Mas que soube se curvar e aprender com um bom professor.
Vejo que te visito (e faço morada) na hora certa.
Tô me acostumando com seu fuso-horário.
E é bom chegar num país
que eu sei bem
o quanto
eu valho.
Lucas Iensen
Twitter: @lucasgiensen
Instagram: @lucasiensen @umpoetacuritibano
Facebook: fb.com/lucas.iensen


Pra onde eu fui pisar, não aceitava meia-entrada.
Ou eu me jogava de corpo inteiro, ou nem saía de casa.

Tive medo.
Pois quando algo é levado à sério
você pega lê termos e condições
calcula riscos
faz rabiscos
imaginando se de repente não der certo

e deu.
Deu certo e eu tinha medo de não me acostumar ao meu novo terreno
cabelos morenos.
vim inteiro pra ficar

As regras da casa não aceitavam minha carteirinha de estudante, pois afinal
você não aceitaria metade

E eu quis pagar inteira.

Lucas Iensen

Twitter: @lucasgiensen
Instagram: @lucasiensen @umpoetacuritibano
Facebook: fb.com/lucas.iensen


Amor não envolve dor
Mas traz na bagagem
A gente conta os podres
Abre as malas do passado
Sofre, chora, se arrepende junto
Amor é conjunto.

Amor não é viagem
mas traz consigo umas montanhas russas emocionais
Vamos do choro ao riso
Cada minuto é intenso
maior do que penso
É chegar num consenso de que falar de passado
é andar pra trás

Enterro todo o meu pecado
Chego limpo pra você
Você não merece ver as marcas com a qual cheguei
Por isso me maquiei
Até estarmos íntimos o suficiente
pra você ver que não sou de ferro
também choro por um dia ruim.

Embora eu odeie
minha intuição me disse pra abrir com você
Dei minhas bagagens
Você jogou fora comigo
Como faria um amigo

Desfiz as malas.
Encontrei um lar.


Lucas Iensen
Twitter: @lucasgiensen
Instagram: @lucasiensen
Facebook: fb.com/lucas.iensen




Você chegou e quase me matou
Não de susto
Não de faca
Não de morte física
Mas de surpresa.

Talvez na minha vida bandida
em que tanto já me foi roubado
em que tanto já fui deixado de lado
achei que nem teria mais sentimento

Tu quase me matou
quando penetrou como uma adaga e resgatou isso de mim
lá de dentro

Desprevinido
como quem sai sem guarda chuva em Curitiba,
foi você
entrando na minha vida

A melhor chuva que eu poderia tomar
de você
quero me encharcar.



Lucas Iensen




É até estranho eu me pegar querendo fazer café
Fica mais um pouco
Daqui a pouco tem a janta
E já separei um colchão pra você não ter de ir embora.

Eu sei que esse cheiro de tinta fresca incomoda
Mas é que essa casa é nova
Falta mobiliar
Colocar as coisas no lugar.

Tinha alguns vazamentos de sangue
Já fiz questão de tapar.

Tu chegou e eu não esperava visita.
Tirou os calçados e pisou macio.
O medo de receber alguém logo se esvaiu quando você chegou.
Ignorou o aviso de não pertube e já cravou um lugar no sofá.
Sagrado.
Esse lugar é seu.

Tomou lugar também num porta retrato
Toda vez que acordo, te vejo
Toda vez que te vejo, te beijo

Na TV, vamos revezar na programação
Tenho só uma
Até pra gente ficar mais junto
O mundo já é individualista demais

Acho até bonitinho você se forçando a gostar de algo por mim
Já me rendi à suas playlists musicais
Mas vou fazer jogo duro
Todo mundo faz
Mas já tá escrito no tapete de entrada
que nesse apê já moram dois.

Ora pois.
A casa é nova.
A tinta dessa parede também
Você chegar deu significado à essa obra abstrata
De repente
Sou casa de alguém.



Lucas Iensen


É estranho demais eu estar gostando de você, pois tudo aconteceu como um botão on/off do qual eu não vi ninguém ligar em mim. Foi natural.

Um assunto foi puxando outro e quando notei eu já estava perdidamente entregue à um amor do qual não sei mensurar. Senti ciúmes antes mesmo de pegar na sua mão.
Tu penetrou nas minhas veias e juntamente com meu sangue percorreu por todo meu corpo. Tenho arrepios só de te ver. Arrepios bons, daqueles que a gente até tenta negar mas acaba pedindo por mais.

É bom explorar esses atalhos que estamos conhecendo um do outro. Teu corpo é um livro que quero demorar pra ler. E, mesmo depois de ler, quero ler novamente e novamente.

A questão é que eu gosto do teu toque. Toque cobertor que me cobre de todo medo e me esquenta, tirando de vez toda a frieza que uma vida sem ti pode ter.
Brinco com seus dedos e os meço todos os dias.
A gente de fato combina um com o outro.
Preto no branco.

Amor, tô com frio.
Pode vir me cobrir?



Lucas Iensen



Adoro quando nossos corpos se entrelaçam em uma coreografia sem música, te puxo pra perto, um sorriso entre os beijos e nesses pequenos segundos em que abro os olhos, fico perseguindo pelo seu corpo suas constelações.

Pequenas estrelas pretas espalhadas por toda sua pele. Nem acredito em astrologia, mas sei que essas suas constelações não são meras pintinhas jogadas nesse universo particular, que tenho o enorme privilégio de conhecer.

A cada beijo mais intenso, conheço e me esqueço de cada uma delas - só para poder conhecer novamente. 
É difícil gostar de todas.
Não sei te dizer qual é a minha estrela favorita.


Lucas Iensen


que saudade do teu beijo.

É pedir demais, satisfazer essa vontade
que em meu peito arde 
e te faz virar meu desejo?!

O amanhã eu nem sei como vai funcionar
Não planejei nada
e de nada planejado, 
sigo do teu lado

Se apegar é uma facilidade
por ti, cruzo a cidade
afinal, pelo caminho da felicidade
a gente olha nos olhos
e
só fala
a
verdade.


De difícil, já tenho o seu abraço
que é difícil de largar
e de pedaço em pedaço
vou acostumar.

E que vire costume,
Te abraçar em cima de pontes,
desse abraço, quero da fonte...

você.



Lucas Iensen


Hoje eu ouvi a nossa música e nem só de saudades vive um homem. Eu estava em uma loja de departamentos quando de repente comecei a ouvir aquele violão característico, familiar. Eu sabia que aquela música não seria qualquer uma dessas que tocam nas rádios, ou que estão na Billboard top 100.


Um embrulho me veio ao estomago pois não posso compartilhar mais desse momento contigo. Estou aqui apenas torcendo pra que você leia esses meus desabafos na internet e saiba que eu escutei Green Eyes e acabei lembrando de você.

Estou quase trocando de religião pra ver se alguma volta no tempo e eu te deixo antes de você deixar esse buraco de lembranças mal lembradas que você deixou. 
Troquei a minha faculdade. Deixei a publicidade e fui pra medicina pra ver se eu aprendo a fazer um transplante de coração e coloco um sem as memórias que me remetem a você.
Brilho eterno de uma mente sem lembrança.

Essa musica de elevador e as ligeiras saudades, se acabaram assim que troquei de andar. Troquei de prédio. 


De qualquer forma, é inevitável eu não me pegar lembrando de na frente do monitor eu quase chorar de tão linda era essa música quando o refrão atingia seu ápice. Você sempre teve bom gosto (e nisso eu me incluo). Porém, escolheu alguém difícil de lidar.
À sua família, meus pêsames.
Afinal, pra mim você morreu.



Lucas Iensen


2017 está acabando e eu estou num ponto aguardando um ônibus que só vai chegar amanhã às 00:00. Confesso que estou meio cansado de esperar e também com certa expectativa por esse ônibus, afinal, uma viagem nova sempre me motiva. Curiosidade me rodeia enquanto aguardo. 



Quem será que virá nesse ônibus? Quais posters irei colar na minha parede? Quais medos eu vou esquecer de carregar (e isso é um ponto bem positivo)? Quais pessoas tô carregando comigo pra esse ônibus? Quantas passagens ainda tenho?



Esse ônibus que tanto aguardo é essa nova chance que damos a nós mesmos de sermos pessoas melhores. Linha 2018 do terminal Século XXI, não se atrase, pois o aguardo ansiosamente.



Sua chegada serve de impulso para deixar velhos costumes, iniciar novas manias e começar novos projetos. Sempre amei a reflexão e perto da sua chegada, isso em mim se intensifica de modo qual, consigo muito bem definir metas e objetivos para a viagem que você me levará.



A respeito das malas que fiz e estou deixando empacotadas para ficar, todas tem meu respeito. Umas mais, outras bem menos. Porém, cada uma delas tá fazendo parte dessa cicatriz enorme que 2017 trouxe pra mim, ano de intensas mudanças, aprendizados sobre a vida e principalmente sobre eu mesmo. Eu, que não costumo reclamar e nem guardar mágoas, te agradeço por de alguma forma, me entregar alguém melhor na frente do espelho. 


Digo isso de corpo inteiro. Adiós 2017. Venha 2018!

Lucas Iensen


Aos poucos, todas as mágoas pelo fim do relacionamento estão se esvaindo pelo ralo do esquecimento. A raiva era a sujeira do meu corpo e estar sujo me incomoda. Sentia-me às vezes como um assassino que mata por justiça, mas que depois não consegue viver com as mãos sujas de sangue.
É bom estar limpo de toda essa aberração.

E enquanto eu me esvaio de todo esse sentimento pífio, eu simplesmente começo a sentir saudade, somente saudade.
Percebo o quanto nós perdemos com este rompimento, pois afinal, prometíamos ser uma boa dupla.
I miss you.
I miss you forever.
Hoje só me deu a falta dos momentos mais simples que passamos juntos e que você talvez nem lembre mais. Porém, eu os guardei nessa caixinha da minha alma e só os abri agora.
Contrato meu comigo mesmo de só abrir essa caixa quando estivesse com as mãos limpas. E deu falta.

Deu falta de a gente se encontrar sem marcar no centro.
Deu falta dos nossos beijos escondidos antes do namoro.
Deu falta de você segurando minha mão enquanto seu pai falava.
Deu falta daquela sua risada espontânea.
Deu falta de te ver lá, quietinha e sozinha vendo eu jogar bola.

Há uma certa cultura em que garotos não podem demonstrar essa fraqueza a qual estou me expondo agora. Confesso porém,  que sempre gostei do choque.
E por falar em choque, talvez eu nunca esqueça quando tiramos as camisetas um do outro pela primeira vez.

Você, sempre quis ser atriz.
Eu sempre gostei de filme.
Aliás, dirigi um esse ano e por mais triste que seja, queria muito ter te visto na plateia enquanto eu discursava. Mas não estava.
Aliás, você nunca mais esteve e eu (in)felizmente estou começando a me acostumar com isso.

Hoje me bateu aquela saudade de você. Saudade só. Saudade sem mágoas. Saudade solitária. Saudade silenciosa. Saudade daquelas que apertam o peito. Saudade, só saudade.

Tô quase pegando o telefone e te ligando... oi, tá tudo bem?
E então me pego pensando, que sinto saudade disso também.



Lucas Iensen



Há mulheres e mulheres.
E entre esses garfos e talheres,
eu costumo selecionar o que me dificulta a vida.

Você facilita. 

Porém facilita à sua maneira,
me deixa de lado.
E eu busco desculpas bobas para discutir contigo.
Qualquer música,
qualquer posição política,
bobeira.
Eu só quero ouvir um pouco dessa tua voz fina ecoar pelas caixinhas danificadas do meu celular.

E é em meio à chuva, que eu solto sua voz.
Já pensei tanto em nós,
fiquei amarrado neles

e não consegui mais me soltar, calar.
Calei meu juízo,
deixei meu abrigo e só queria te fotografar em preto e branco.
Tuas cores?
Eu guardo na memória,
Afinal, é ali onde a primeira vez que eu te vi, mora.

Não me deixes mais perder nenhum café,
porque desse tour de você na minha vida,
eu tô pagando promessa a pé,
e escrevendo até meus dedos calejarem.
Calem-se todos.

O amor ficou mudo.
Eu mudo meus planos para poder te ver, mesmo quando não somos mais confidentes.
De repente, vira só empatia,
lembrar de você, durante todo o dia.


Lucas Iensen


Tudo é um compasso com batidas infinitas que batem marcando um passo a passo que só cada um vai poder compreender seu próprio ritmo.

Feliz até depois disso, estamos envolvidos nessa dança da vida, sem sentido em que só procuramos uma boa profissão e alguém para amar. Talvez ninguém seja tão diferente assim. Alguns só se tocaram que a riqueza está no simples, nas palavras nos abraços e nos eu te amos e não nas notas de cem reais.

Talvez ainda as melhores sensações são as músicas escondidas que quase ninguém conhece, que talvez estejam nos meus, nos seus cadernos esperando um momento especial para desabrocharem como flores na primavera.

Tudo é um movimento no vazio se não há coração no que se faz. Eu coloco meu coração nas minhas palavras e isso me torna mais onipresente. Estou agora exatamente onde você está e espero fazer boa companhia.

Espero poder ser a chuva que refresca no verão e a lareira que esquenta no inverno. Nossa alma também passa por quatro estações e ás vezes somos inconstantes assim como o aquecimento global nos graus celsius.

Não quero me limitar. Mude de opinião sobre mim, não me deixe ser um ícone na sua lista e apenas mais um na sua lista de contatos. Mude de opinião sobre meus poemas e me sinta como mais do que apenas alguém se eu for mesmo algo para você mais do que ninguém.





Lucas Iensen



Eu não sei como é perder alguém próximo para a morte. Mas sei como é quando alguém próximo morre para mim.

Não que eu goste de comparar dores, pois cada uma tem a sua intensidade, mas confesso que morrer para alguém talvez seja sofrer em vida tudo o que alguém vai sofrer em um segundo.

Os fantasmas da sua existência volte e meia me assombram e eu só consigo pensar que talvez essa saudade nunca passe.

O buraco que a tua explosão causou não tem mais endereço, nem sobrenome. Hoje só habita a falta.
Quando na realidade, nunca faltou nada.

Você não era a forma geométrica apropriada para o encaixe do meu coração e forçamos a barra com algo que hoje eu tenho mais cautela: sentimentos.

A conta da corda foi além nesse bungee Jump que pulei e bati a cabeça.

Eu morri pra você. Você morreu pra mim.
Nessa cena de filme, só quero te enterrar de vez do que ficar lamentando e chorando em cima do seu caixão a pessoa boa que você era.




Lucas Iensen


Dessa raça de amor sem fala
Já passou
Hoje amo, digo e falo
Expresso-me quando posso
Sou amor.

Virei bilhetinhos descompromissados
Alguns respondidos,
alguns nem lidos
outros rasgados
descartados
e até mesmo pisoteados.

Essas paixões tem endereço.
Ônibus que passa às 15
cada dia, o coração cobra um preço.
Tô do avesso.

Não ligo
Porque quem ama
Também tem amor de amigo
e de amigo basta o motorista e cobrador

Deixaram passar por mim tantas pessoas
que secretamente
chamei de amor.


- Lucas Iensen


Minha cabeça gira.
Não consigo mais prestar atenção no espetáculo da vida
quando você, amadora atriz
se torna a bandida e me rouba.
Me rouba a inocência de não acreditar mais no amor.

Amor? Quem é que sente dor?
Todos.
Desde os velhos, até os novos.
Todos atingidos por este trovão da decepção.

Sinto sim,
falta daquela sua mentira bem contada na padaria da esquina
e do pão de queijo que nem chegamos a dividir.

Joga as mechas de cabelo para o alto
e sei que de salto, você se achava superior a mim.
Talvez sempre tenha sido.
Talvez nunca será.
Talvez eu devesse te esquecer nesse canto que chamo de abismo.

Mas você é tipo boleto atrasado,
de mês em mês, me ligam para me cobrar uma dívida que já paguei.
Paguei meus pecados namorando com você.

Tô aqui comendo um hambúrguer, lembrando do quanto podia ser bom.
Não foi. E talvez, nunca seria.
O destino, mais uma vez foi rei.
Você seguiu,
eu fiquei.


Lucas Iensen
Photo by Joshua Newton on Unsplash

Ninguém tem culpa das expectativas que criamos sem bases sobre qualquer tipo de pessoa.
Geralmente quando conhecemos uma pessoa nova, e sendo esta, com intenções bem parecidas com as suas, costumamos desenhar dentro de nós o modelo de relacionamento ideal, que talvez aquela pessoa preencha, junto do set list que você mentalmente preparou.

Gosto musical – ok
Caseira – ok
Culta – ok
ETC ETC ETC

Tá, ok. É até normal fazermos isso e esperarmos que determinada pessoa corresponda a todas as nossas expectativas. Porém, em alguns casos, isso não acontece e a pessoa simplesmente não tem culpa nenhuma disso.

Geralmente, buscamos o mais próximo de nós para nos relacionar. Por meras questões de comodidade, preferimos namorar um espelho. Quando na verdade, não devemos colocar expectativas (ou pelo menos, não exageradas) sobre as pessoas com as quais nos relacionamos.
Não coloque expectativas. Coloque amor.

Busque aprender com as diferenças e até mesmo com aqueles costumes que você ainda resiste em rejeitar. Há algo de poderoso em cada detalhe da vida, aproveite-os.

Pois afinal, pessoas totalmente diferentes podem dar certo mesmo que, no fundo, buscassem outra coisa. Por fim, aprendemos muito mais quando as coisas não estão tanto no nosso controle.
Deixa nesse canal e confere a programação. Um programa muito bom, daqui a pouco vai passar (permanecer).



Lucas Iensen

Photo by Andrew Palmer on Unsplash


Em tempos de extrema desconfiança e em que filmes e novelas cada vez mais enfatizem traições. Amar atualmente, é sim aceitar riscos.
E acredite, esses riscos valem a pena. Quase sempre.

Muitas vezes embarcamos em viagens sem volta somente porque queremos ter alguns momentinhos de adrenalina. As melhores sensações se encontram do outro lado da montanha do medo. E para alcança-las, basta aceitarmos todos os riscos e passar por cima de todos os medos.

É como pular de paraquedas.
O medo de o paraquedas não abrir talvez seja um pensamento constante. Porém, é inegável que quem já o fez, quer fazer de volta e de volta. Afinal, é uma das melhores sensações que alguém pode ter.
A vontade de se sentir vivo é o que nos faz aceitar riscos nem sempre tão calculáveis.

Amar é assim. É saltar de paraquedas sem nem sempre ter certeza de que o mesmo irá abrir ou não. Ele pode abrir e você ter uma das melhores sensações da sua vida e pousar com segurança.
Pode também se recusar a abrir e aquilo ser os 2 minutos mais insanos da sua vida. Morrer rapidamente (metaforicamente falando).
Ele pode se recusar a abrir e então sua queda ser meio dolorida. Acontece, mas acredite, ainda assim deve ser uma experiência única.
Amores únicos merecem ter seus riscos corridos. Pessoas únicas merecem que alguém corra estes riscos por elas. Talvez você mereça que alguém corra esse risco por você.
Qual tipo de paraquedas você quer ser?
A queda representa a volta a realidade. Se você vai chegar são e salvo, a escolha é sua.
Não deixe de viver por um coração partido.
Há a oportunidade de pular outra vez.

Afinal, todo amor que vale o risco, é único.



Lucas Iensen
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  • Amanda Trevisani
  • Brígida Gabriela
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  • Rafael Melo
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  • Tay Iensen

Feito por pessoas comuns

Assim como você, sofremos com os dramas que a vida nos trás. Sejam eles dentro de relacionamentos, dentro de trabalho, dentro de faculdade... A vida é no entanto, meio dramática mesmo.
Escrever é observar os pequenos detalhes que podem tornar este drama, um clássico com premiação de tapete vermelho.

A IDEIA

Um lugar na internet, no qual você possa se sentir em casa. Possa ver um amigo através das palavras e um conforto no decorrer das frases. Os redatores vivem para escrever. Volta-e-meia corrigem a pontuação e vivem novamente só para ter uma nova história para contar.

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