Parece loucura, eu sei. Estou com 18 anos, imergindo em tantas responsabilidades, para as quais não me preparei. É engraçado porque, ainda não aprendi a entrar em uma consulta médica sem minha mãe, não aprendi a sair de casa sem perguntar para meu pai se a roupa ficou bem em mim, não aprendi a resolver as coisas da faculdade sem perguntar para meu irmão se é realmente assim mesmo que funciona. Com os 18 anos a gente acaba percebendo que resolver coisas em bancos não são tão legais quanto parecem, que a autoescola é muito mais teoria que prática, e que não poderemos mais usar a cliché desculpa de que somos menor de idade para as vendedoras que nos oferecem cartões nas lojas. Juro, que ainda estou me acostumando com a ideia de não precisar mais da assinatura dos meus pais ao lado do meu nome. Com tudo isso acontecendo em minha volta, penso que nunca deixarei de ser totalmente dependente. Não porque sou mimada e acostumada com as coisas fáceis, não por isso. Mas acabo percebendo que sempre serei dependente de uma consulta com a minha mãe, em meio a madrugada. Que sempre serei dependente das mensagens do meu pai me perguntando que horas devo voltar para casa. Acredito que podemos ter 20, 28, 34 anos mas nunca seremos tão maiores de idade para recusarmos a dependência de um carinho vindo de quem te conhece desde o seu primeiro aniversário, ou até mesmo antes. Maior idade só significa mudarmos nosso olhar perante a vida. Significa termos um coração de 12, com atitudes de 18. Tay Iensen
Voltamos de novo para o início de tudo, onde todos os sonhos criam forças para recomeçar.
Parece meio bobo, mas temos sempre o mesmo costume de criar planos, sonhos e desejos para que a magia dos começos nos faça acreditar que esse ano será diferente.
Essa é a magia do Ano Novo, não é mesmo? É fazer você agradecer por todas as tempestades que houveram no ano que se deixou. Seja as que você consegui dançar na chuva, ou aquelas em que temeu por estar só.
2017 foi um ano cheio. Cheio de surpresas. E para uma menina como eu que se escondia atrás de cronogramas e planejamentos com medo das mudanças, 2017 surpreendeu.
É incrível como todo início de livro nos fascina. Nos causa curiosidade para continuarmos lendo. E assim, mergulhamos em meio á história. Choramos, perdemos a cabeça, nos agarramos em personagens errados, vemos graça em piadas mal feitas, e nos seguramos para que o livro nunca termine.
E esse é o meu desejo para 2018. Que seja o livro que você nunca se cansa de ler, aquele que fica á mostra em sua prateleira para que nunca se esqueça de como foi uma boa viagem.
Esse ano tem sido uma repleta loucura, e bate aquela badzinha em saber que daqui algumas semanas tudo isso vai estar acabando e que vamos apertar de novo aquele botãozinho de replay, mas um replay diferente. E só de saber que o Natal está chegando não consigo esconder o quanto essas datas festivas de final de ano me fazem ficar feliz. Me fazem ficar feliz por me fazerem pensar naquele remember de tudo que passou, e de perceber o quanto mudei e cresci, nem que em pequenas coisas. Gosto de lembrar daquela listinha boba que fazemos em todos os inícios de ano - “Metas para 2017” - e colocar meu visto ao lado de todas as coisas em que fui fiel á cumprir. Acredito que, não importa quantos anos eu tiver, eu sempre vou continuar acreditando na magia do Natal, assim como uma criança que espera ansiosamente pela hora em que o Papai Noel vai descer pela chaminé. Acho incrível como de repente as pessoas passam a se dedicarem mais umas as outras e de como a gratidão passa a ser um sentimento mútuo á todos.
E toda essa magia, é o que nos transforma, É o que nos torna pessoas melhores.
A vida em si é uma confusão, a mais perfeita confusão.
Eu costumo acreditar que todas as coisas que acontecem nas nossas vidas, desde
as mais pequenas, possuem um propósito por trás. Nada é em vão.
Toda essa correria, faz com que nos sobrecarregamos
colocando ainda mais pressão em coisas que deveriam ser simples.
Agora que toda essa loucura de vestibulares, Enem e mais provas já passaram ou
estão passando, eu quero que pare um pouquinho, respire fundo e pense até aonde
você já chegou. Pense na loucura que está sendo esse ano, mas também no quanto
você tem aprendido com tudo isso.
Estamos sempre tão agitados, procurando respostas, e decisões que nascemos
achando que vão decidir nosso futuro, que esquecemos de apreciar as coisas mais
simples da vida. Esquecemos de colocar leveza em nós mesmos.
Seja qual curso você prestou vestibular, seja você que está
em meio de semana de provas ou você que está se sentindo mal com tamanha rotina
que tem virado seus dias, se lembre que a vida é muito mais que isso. Se lembre
que é normal ás vezes não gostar, não dar certo ou até mesmo errar. É normal
aceitar tudo isso. É normal mudar de ideia.
A todo instante devemos aprender a ver o mundo de uma forma
diferente, com leveza, porque consequentemente isso pode muda-lo, nem que seja
só no seu ponto de vista.
Nunca se esqueça que a vida, é o presente mais lindo que poderíamos ter e de
que ela está ali te esperando todas as vezes que você toca os pés no chão.
Você é muito mais que um certificado, ou uma nota estampada na sua geladeira.
É tão estranho eu me preocupar tanto com a roupa que vou vestir. Me preocupar tanto com a maneira que está o meu cabelo, sendo que milhões de vezes você me disse que o preferia preso.
É tão estranho como me preocupo para apresentar o meu a você.
Você me conhece, desde os meus medos mais bobos até os meus sonhos mais altos. E eu te permiti. Te dei a liberdade de me conhecer, de saber quem eu sou.
Lembro que inúmeras vezes você tocou a campainha e eu desci correndo as escadas (nem me importando estar de pijama), com medo de você pensar que eu havia dormido. Tínhamos uma intimidade só nossa. Coisa que só eu e você entendemos.
Poucos sabem, mas eu sempre me resguardei quanto a assistir um filme com alguém, porque eu sei a chorona que vive em mim. Mas, você me viu. Me viu chorar até soluçar em filmes bobos, como Batman x Superman.
E agora é tão estranho eu me preocupar tanto com isso, sabendo que você já me conhece, desde os meus dias de pijama até os jantares caros em que me levava.
Amor é como
um jogo de quebra-cabeças. Mas não qualquer quebra-cabeça. Aqueles que ficam nas livrarias, fechados em cubas
de vidro com mais de 1000 peças. Sim, são os caríssimos.
E com todo
cuidado do mundo, começamos a montá-lo, observando cada encaixe e cada
detalhezinho que forma aquela paisagem maravilhosa. Até que, nos damos conta
que perdemos uma peça - justo a última -, ou que simplesmente a perdemos em
meio a muitas outras.
E assim, é o
nosso coração.
Em meio a tantas experiências que sofremos ou aprendemos durante a vida,
estamos sujeitos a perder alguma parte de nós. E como um quebra-cabeça,
acabamos nos remendando com o pouco de amor que mendigamos receber. A peça
errada.
Então,
ficamos tão cegos com esse amor insuficiente que, preferimos deixar o
quebra-cabeça meio certo, com medo de nunca acharmos a peça que realmente se
encaixaria.
Foi o que
muitas vezes, eu fiz.
Preferi acreditar em algo que no fundo saberia que não daria certo, até me
dar conta de que, assim como um quebra-cabeça, um dia eu também acharia a minha
última peça.
Afinal, todos nós estamos destinados a encontrá-la, não é mesmo?
E com todos
esses encaixes errados, aprendemos que as coisas acontecem em um tempo certo, e
que quando menos esperamos encontramos o amor da nossa vida.
Alguém que
simplesmente nos fará esquecer de todas as peças mal encaixadas do nosso
quebra-cabeça, e finalmente terminará de montá-lo.
Birdy é uma
cantora britânica que canta “profissionalmente” desde os 12 anos. É aquela que
escreve músicas perfeitas para uma bad daquelas hahahaha Quem nunca sofreu ao
som de “Skinny Love” não sabe o que é chorar largado. E se você nunca ouviu, é
porque ainda não está na bad, ou porque está passando por isso de maneira
errada.
Minha
missão hoje é fazer você se apaixonar por 5 músicas um pouco mais desconhecidas que valem muito a pena ouvir. Let’s go?
1. Heart of Gold
2. The District Sleeps Alone Tonight
3. Wild Horses
4. Let it all go
5. Terrible Love
6. The A Team (bônus, porque é cover do Ed Sheeran)
Birdy é sem
dúvidas uma das minhas cantoras preferidas. Adoro a maneira como ela compõe. As letras e as melodias são muito bem estruturadas. Birdy é muito mais que bad, é amor também. Poderíamos levantar a hashtag #BirdyemCuritiba no Twitter, vai que (?!) hahahaha
Tem mais alguma música que você considera injusta em não aparecer nessa
lista?
Talvez a
vida seja isso mesmo.
Essa indecisão no momento de escolher um curso na faculdade. O frio na barriga
de conhecer um alguém novo. A apreensão em meio as semanas de provas. A insônia
em meio uma briga. O entusiasmo em meio a uma noticia boa.
Gosto desse
dessa montanha-russa. Desse devaneios de sentimentos.
Um dia estamos bem, espalhando conselhos até para quem não pede. Noutro estamos
como mendigos, implorando por uma palavra de amor.
Esse vai e
vem da vida, é chamado de ciclo.
Um dia estamos no topo, certos em seguirmos nossos sonhos e não nos importarmos
com a multidão de “nãos” na nossa frente.
Noutro, somos como ovelhas perdidas, procurando o primeiro caminho que seja
para nos ancorarmos.
Por isso que
meu maior/melhor conselho é você saber depender somente de si mesmo. É você se
conhecer e saber respeitar o seu tempo para cada situação. Encontre suas
qualidades, elogie-se. Busque beleza nas pequenas coisas.
Não se apoie
nas pessoas.
Não se ancore em barcos que não possuem âncora.
A vida é um ciclo, e o melhor de tudo é que em
cada volta há uma nova lição te esperando.
Ele é simples. Mas consegue ser o necessário para mim. É fotogênico. Não sei qual foto dele gosto mais. É apaixonado por games e isso o torna um expert, pelo menos para mim. É possível que eu me apaixone por ele todos os dias. Pelas suas manias e até pelos seus defeitos. Tudo o torna o garoto dos meus sonhos. Tudo faz com que eu o queira. Seu jeito de ser, suas palhaçadas e até os arrepios que ele me causa, sem nem imaginar. Me deixar sem jeito parece ser seu passa-tempo favorito. E confesso: eu gosto. Ele sorri e então o mundo inteiro entra em harmonia. Tudo para. Sua voz é como um algodão, meus ouvidos são fãs número um. Meu coração já se acostumou a viver acelerado sempre que conversamos. É como um jogo no qual ele comanda a brincadeira. Ele é o dono do meu sorriso e nem sabe. Todas as noites em que sonho com ele, acordo mais feliz. É como se fosse uma anestesia contra a tristeza, que só ele possui. Só ele saber usar. Ele é incrível. E quer saber? Ele é meu e nem imagina. Co-escrita: Paola Ribas
Eu me pego pensando em como somos ansiosos quanto ao tempo.
Penso que, as vezes ele é maldoso e se faz de difícil, para que possamos aprender a ter esperança.
Sempre quando me pegava reclamando da vida ou de como eu não
aguentaria esperar um determinado prazo, logo me lembrava das pessoas que
passam meses em meio a tratamentos em hospitais. Pensava nas crianças.
E quando me lembrava da coragem dessas crianças para
enfrentar uma infância totalmente contrária, me fazia ter esperança na vida.
Há mais ou menos 4 anos atrás, o Hospital Nossa Sra. Das
Graças em Curitiba fez um vídeo com pessoas e crianças que enfrentavam o
tratamento de leucemia, para nos incentivar a doar medula óssea. Depois de
completar esses 4 anos de intenso tratamento, refizeram o mesmo vídeo com todas as mesmas pessoas curadas.
Esse vídeo me fez lembrar que, cada um de nós tem um
propósito aqui na Terra. Seja ele de arrancar o sorriso de alguém, ou seja ele
de salvar uma vida.
Me emocionei com a alegria estampada no rosto de cada um.
Me emocionei em ver que anos e anos de tratamento, não foram o suficiente para
tirar deles a esperança de viver.
Afinal, esperança é isso. Não é mesmo?
É saber acreditar, mesmo quando tudo em nossa volta parece desmoronar.
E entre os milhares que existem, devemos sempre encontrar forças parar superá-los.
Estive pensando esses dias, sobre como as situações podem nos assustar e interferir em nosso psicológico. Muitas pessoas já desistiram de seus trabalhos, cursos da faculdade ou até mesmo de um relacionamento, por medo de não serem suficientes.
Quando nos deparamos com o novo,estamos sujeitos a rejeitá-lo por não fazer parte de nossa natureza. Nos acostumamos a nos convencer de que não conseguiríamos nem sequer se tentássemos. E é por isso que, muitas pessoas não crescem na vida ou não seguem seus sonhos. Por medo de não dar certo e acabarem no chão.
A vida é feita de constantes barreiras que devem ser enfrentadas diariamente. É como aquele famoso ditado: "deve-se matar umleão todos os dias".
Não permita que seus medos te impeçam de sonhar e viver o mais belo dessa vida. Deus te criou não simplesmente para ser mais um(a) no mundo. Acredite na capacidade dos seus sonhos.
Afinal, se não houvesse o medo, não haveria a coragem para enfrentá-los.
Talvez a vida seja isso mesmo. Essa indecisão no momento de escolher um curso na faculdade. O frio na barriga de conhecer um alguém novo. A apreensão em meio as semanas de provas. A insônia em meio a uma briga. O entusiasmo em meio a uma notícia boa. O medo de se perder entre um ônibus e outro. A vontade louca de fazer um mochilão pela Europa, sem ao menos saber se locomover na cidade em que moramos. Gosto dessa montanha-russa. Desses devaneios de sentimentos. Um dia estamos bem, espalhando conselhos até para quem não pede. Noutro, estamos como mendigos, implorando por uma palavra de amor. Talvez a vida seja isso mesmo. Toda essa confusão de sonhos. Aos 7 anos, professora. Aos 13, designer de moda. Aos 15, bailarina. Aos 16, jornalista (da sua própria vida). Aos 17, chorando por começar a cursar Biomedicina. E entre um sonho e outro, lembramos que há uma vida esperando por nós. Assim que tiramos a cabeça do travesseiro e deixamos nossos pés tocarem o chão. Tay Iensen
Conheci ele
assim que entrei no colégio. Ele com 13, eu com 11 anos.
Estudamos por 8 longos anos juntos e não posso negar o fato de que nunca fui
tanto assim com a carinha dele. Eu era a nerd que competia comigo mesma todo
mês para ter um 100 no boletim. Ele? Ele era o menino que sem esforço nenhum,
sem ao menos estudar, competia de frente comigo nas aulas de Matemática. Quem
faz isso?
Na época,
éramos amigos. Amigos mesmo. Ele namorava, eu também. E nunca sequer, nunca mesmo, passou na cabeça de alguém que um dia estaríamos juntos.
O terceiro
ano chegou e junto com ele veio a confusão de enfrentar o último ano do
colégio, dois términos de namoro e duas pessoas sofrendo por amar demais.
Por volta de novembro de 2016 nos reencontramos, voltamos a conversar e lembrar do quão
chato ele era por me fazer sofrer. Mas, eu o admirava por isso. Pela sua
inteligência.
Em meio aos
vestibulares da Federal – ele prestou vestibular para Engenharia, em Palotina –
eu fui aquele ponto de paz, sempre fui aquela voz que dizia: “vai ficar tudo
bem”.
Ele passou
nas duas chamadas, estava pronto para mudar de cidade. Eu não poderia fazer
nada. E logo que o ano se passou e entrou 2017, ele chegou aqui em casa com
flores e um pedido de namoro. Disse que abandonaria a Federal porque preferia
estar aqui e se sentir em casa, comigo.
Nossa
história aconteceu durante longos anos.
Mas só agora, de 2016 para cá, conheci realmente quem era a pessoa que batia de
frente comigo em meio aos cálculos.
OneRepublic é uma banda americana, formada em 2002 que surgiu em Colorado
Springs, e além de Apologize, Counting
Stars e Secrets, minha missão
hoje é fazer você se apaixonar por 5 músicas. Minhas favoritas 5 músicas dessa
banda incrível. Let’s go?
Para
começar, se lembra quando você passava suas manhãs inteiras assistindo Disney? Na época
(melhor época) de Zack & Cody, Feiticeiros de Waverly Place e Hannah
Montana? A musica que mais tocava em meio às propagandas do famoso Parque da Disney era Good Life. Aperta o botão para a
nostalgia:
1. Good Life
2. Say (All
I Need)
3. I Lived
4. Come Home
5. Feel
Again
6. If I Lose Myself (bônus, porque é muito boa)
A banda me encanta pela forma como descreve a vida. As letras das músicas são muito bem trabalhadas. Daquelas que fazem você refletir.
Tem mais alguma música que você considera injusta em não aparecer nessa lista?
Há algum tempo, vi meu relacionamento chegar ao
fim.
Algo que tanto prezei e cuidei.
Algo que eu protegi até as minhas forças esgotarem.
Penso que não era nosso tempo.
Éramos imaturos demais para compreender o que estávamos passando. Foi como o baque de um passarinho que cai em seu primeiro voo. Foi assim que
senti meu coração.
É estranho levar essa vida de solteira.
De estar novamente à “procura de alguém”.
Você sabe e sabe muito bem que nunca me dei bem com paqueras.
E que realmente não queria passar por isso.
Mas quem poderia discutir com o destino?
Dizem que é ele quem nos mantêm seguros.
Então o que eu poderia fazer?
Nos descuidamos e esse foi o nosso maior pecado.
Por volta das 11:40 da manhã decidimos “dar o chute no balde” e nos privar de uma
certa conversa que sinceramente, poderia ter mudado o rumo de tudo isso.
Quero que só me diga uma coisa
Se tudo fosse diferente...
Você ainda estaria aqui?
Aquele
bendito cantinho que vai a leilão toda vez que o ano inicia.
Lugar concorrido, não podemos negar. Eu mesma, por muito tempo me arrependi de
não ter um lugar para encostar a minha cabeça durante as aulas.
É para isso
que ela serve, não é mesmo?
Fazer você esquecer todo o conteúdo de Química que parece visivelmente
impossível e lembrar daquele seu relacionamento que nunca deu certo, ou que
provavelmente está caminhando para isso.
Costumamos
enxergar o amor como um certo tipo de “apoio”. Algo que sempre, every single day, te manterá firme e
feliz por ter encontrado a pessoa certa. A sua pessoa.
E penso
muitas vezes que esse é o nosso maior erro.
Somos ansiosos demais para respeitar o tempo do nosso coração.
Não sabemos ir aos poucos. Não sabemos o que é ter paciência e dar um passo de
cada vez. Então acabamos totalmente apoiados em uma parede que nem sequer
existe.
E entre toda
essa reflexão que fiz, pensei no quanto eu admiro e ao mesmo tempo tenho pena
das pessoas que sentam no meio da sala, ou dos nerds que são sempre os primeiros da fila.
Os admiro,
pelo foco.
Por nunca se perderem por qualquer sorriso ou olhar.
Tenho pena,
por terem medo.
Medo de arriscarem tudo por algo que
possa até talvez não dar certo, mas que acabaria como um lindo texto.
O amor pode
até ser essa grande confusão e até ser confundido como dependência e entrega
total. Mas ainda assim, é o sentimento mais puro e sincero que podemos sentir.
O amor é
como aquela parede no canto da sala.
É o seu primeiro dia de aula, escolha o seu lugar.
E
sobre isso, temos que aprender a viver conforme a vida se modifica em nossa
volta.
Então,
mais uma vez, cá estamos nós.
Criando sonhos e planos que outrora poderão não mais existir.
Acabamos estacionados pela comodidade de um futuro incerto e inseguro.
Porque
somos assim.
Acomodados com os “nãos” que a vida nos impõe.
Acomodados com a miséria de amor que achamos suficiente.
Acomodados na vida que aceitamos levar.
As
expectativas são pequenas sementes que se regadas da maneira correta, podem
florescer e dar vida a novos frutos.
É preciso acreditar que algo novo vai dar certo.
Porque
elas também podem ser a melhor coisa do mundo.
A culpa é um sentimento que sempre estará ao nosso redor, tentando conquistar o seu lugar, dentro do nosso peito. Mas, afinal, existe um lado bom da culpa? Antes de tudo, o mais fácil é apontar aquilo que visivelmente é nítido. A culpa, é particularmente um sentimento ruim, que muitas vezes nos traz remorso e arrependimento. É um sentimento sombrio que faz com que pensemos nas dores e nas causas. Quantas vezes você se sentiu culpado por ter dito algo que não deveria? Ou até mesmo por não ter dito algo que alguém precisaria ouvir? Quantas vezes você deitou sua cabeça sob seu travesseiro e não conseguiu dormir, por culpa de um simples pensamento? Eu sou uma menina, que sempre gosta de enxergar o lado bom de tudo, mesmo quando não há, lá estou eu refletindo por horas, encontrando uma boa causa para a situação.
A culpa, é um sentimento particularmente maduro. Porque ela te traz a capacidade de repensar em todos os momentos de fraqueza e de luta, e enxergar no que fomos falhos, no que deveríamos ter feito de diferente, o que poderia ter mudado a situação. Com ela, aprendemos a olhar a vida e as pessoas com mais cuidado, para que não possamos nos arrepender das palavras que saem da nossa boca, sejam elas doces, ou amargas. Então, seja gentil sempre.
Com o tempo,
aprendemos que não existe a tal da “pessoa perfeita”, que o amor não é um
sentimento fácil de ser encontrado, e que um relacionamento é muito mais por
afinidade e admiração do que por beijos e abraços.
Estamos tão
destinados a cobrar a perfeição das pessoas que esquecemos que o que realmente
precisamos é do suficiente. Uma pessoa suficiente.
Aquela que
partilhará contigo seus milhares de defeitos e erros.
Aquela que brigará contigo até tu usar a formula correta de Matemática, mas que
não tem vocação nenhuma para as áreas biológicas, porque esse é o seu dom.
Aquela que te admira pelas coisas mais bobas que jamais foram ditas por alguém.
Uma pessoa
se torna o seu suficiente quando finalmente você se sente completo e com aquela
sensação de que você encontrou o seu
alguém que por tanto tempo havia procurado.
A tal da
“pessoa perfeita” não existe, e por mais que existisse, eu não lhe recomendaria
pedi-la em namoro. Seria um desperdício não namorar aquela menina super
lerdinha com a risada mais estranha do mundo.
Poxa, o legal
do amor é isso
Nunca ser o bastante
Mas sempre o suficiente.