Teu corpo é livro.
Julgo o livro pela capa sim, pois, é ela que me faz abrir o livro.
Teu corpo é livro. Inocente quando fechado, alarmante quando aberto. Quando fechado, aparenta ser só mais uma história. Quando aberto, suas palavras me derrubam.
Abro o livro, a partir do momento em que te desnudo. Desnudo teu corpo e alimento tua alma.
Antes fechado, agora teu corpo é livro aberto. E eis que o lerei.
Desde a curva do teu ombro, até a ponta de seus pés.
Cada parte de teu corpo, sussurra uma palavra diferente para o meu. Tua boca é a definição de delírio. Tua língua é própria poesia da loucura. Tua mão é o verso mais sincero do prazer. Tuas costas são a perdição dos meus mais sentidos linguísticos. Teu peito é prosa quente do calor.
Cada parte de teu corpo atiça palavras no meu.
Tua boca é delírio, em contato com a minha. Tua língua é loucura, quando a minha é ainda mais insana. Tua mão é prazer, arrepia facilmente meu corpo todo. Tuas costas são a perdição, para abrigar minhas mãos. Teu peito é calor, quando meu eu, por inteiro, vai de encontro a ele.
Teu corpo é força na hora certa. É prazer insensato. É capaz de me levar para outra dimensão do desejo.
Dimensão esta, que contarei em um momento oportuno. Afinal, as melhores histórias possuem sempre uma continuação para prender o leitor. E cá entre nós, o leitor já está preso a mim. Ainda tenho muito para ler desse livro.
A saga continua. E meu desejo também.
- Amanda Trevisani

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