Nunca faltou nada.
Eu não sei como é perder alguém próximo para a morte. Mas sei como é quando alguém próximo morre para mim.
Não que eu goste de comparar dores, pois cada uma tem a sua intensidade, mas confesso que morrer para alguém talvez seja sofrer em vida tudo o que alguém vai sofrer em um segundo.
Os fantasmas da sua existência volte e meia me assombram e eu só consigo pensar que talvez essa saudade nunca passe.
O buraco que a tua explosão causou não tem mais endereço, nem sobrenome. Hoje só habita a falta.
Quando na realidade, nunca faltou nada.
Você não era a forma geométrica apropriada para o encaixe do meu coração e forçamos a barra com algo que hoje eu tenho mais cautela: sentimentos.
A conta da corda foi além nesse bungee Jump que pulei e bati a cabeça.
Eu morri pra você. Você morreu pra mim.
Nessa cena de filme, só quero te enterrar de vez do que ficar lamentando e chorando em cima do seu caixão a pessoa boa que você era.
Lucas Iensen
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